segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pra fora!


Aprendi com Cristina  Cairo, no livro A Linguagem do Corpo. Dor de garganta, inflamada ou só arranhando, amídalas inchadas, rouquidão, problemas nas cordas vocais - simples ou sérios -  tem uma só causa: coisas entaladas. Palavras não ditas, não colocadas para fora, reverberando até "lá" e não podendo sair...Ou porque não podemos falar. Ou por medo de deixar sair, sem magoar o outro e a gente mesma. Ou por medo de piorar as coisas...melhor piorar a gente mesma, certo? 
Errado! Ponha para fora! Feito o lixo que fede no canto da área de serviço porque " não é o dia". Fede e fere. Quase uma automutilação. Não é hora de falar? Ou não dá para falar por uma questão ou outra - e cada um sabe da sua? Ponha para fora, literal ou imaginariamente. Fale com as paredes - ou com o espelho. Expresse toda  a sua mágoa e indignação, como se fosse no teatro. Xingue. Berre. Dramatize. Enfrente esse fantasma do outro!

Não quer dar uma de louca - ou de louco? Escreva. Ponha no papel, Não se preocupe com a letra, nem com as ideias. Risque, rabisque, mas não pare! Não perca o pensamento! É como se você estivesse falando com a pessoa - e ninguém passa a  limpo o que diz, certo? Isto feito, rasgue, pique! Ou queime. Não releia, a não ser que queira fazer desse  um momento dramático o bastante. Mas não se dê esse exagero: o outro nem vale tanto a pena...

Não consegue melhorar? Ou não quer sair do prumo? Use azul - um lenço, um laço, uma blusa de gola...azul. Mas tem que cobrir o pescoço, entende? Mais discretamente - às vezes a pessoa está ali, sempre ao seu lado - mentalize a cor azul ao deitar. Imagine essa benção azul penetrando no lugar, fazendo uma bela assepsia...Imagine que ela pé uma mão abençoada tirando sua dor - e seu problema - delicadamente. Ou , se tiver como, use uma lâmpada azul ou coloque um plástico ou vasilha azul sob a lâmpada da cabeceira e direcione...

O ditado popular fala em engolir sapos. Por vezes pequenos; em outras enormes, asquerosos, grudentos, raspando para passar na "goela". Principalmente aqueles que , um dia, imaginávamos príncipes  - e por que não dizer também princesas ?- , sejam eles companheiros/s, sócios/as ou até filhos/as, pai, mãe, irmã, irmão, cunhado/a, sogra/sogro, sei lá. Por vezes a outra pessoa nem sabe, nem sente. E a gente fica esperando que ela se "refaça", entenda o que se passa, quando, muitas vezes, a  gente está "passando" sozinho/a. Ás vezes a discussão é monologo sentimental interno, é sei la...e o outro parece "não estar nem ai". Então, ponha para fora. A dor passa mais rápido. E a gente fica bem mais leve sem tantos sapos,..e cabem ai mais sorrisos, não? E mais amor pela gente mesma...

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